quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Fim de linha

Estou de partida, vou embora
Ainda não fiz malas,
Não recolhi minhas coisas
Talvez, quem sabe, outra hora

Juntei de mim o pouco que restou
Meus ossos, trastes e partes
Recolhi as lágrimas, queixas
Tantas miúdas, pequenas

Agora, não vou olhar para trás
Não quero ver teu olhar
Zombando como quem diz
Que de partir não sou capaz

Ou quem sabe até para evitar
Que estendas o braço moreno
Onde sôfrega aportei

E na loucura de te amar
Saciando a falta que me fazes
Eu me perca outra vez

2 comentários:

  1. Oi Lucia, vim conhecer teu espaço e não tem nada de azedo, abraços!

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  2. Meu, esse poema ficou tão bonitinho e verdadeiro. Não sei explicar direito, mas diria: esse negócio de rever e ter uma recaída é fato! Rs

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