domingo, 12 de dezembro de 2010

Papo de Mulher para Mulheres
Mas afinal de contas, por que os homens traem? Essa é uma questão que levantamos entre nossos papos frente a uma xícara de chá com uma deliciosa torta de morangos. E o papo se anima, todas têm respostas na ponta da língua, desde o: “Porque são uns descarados”, “São falsos”, “Não são preparados para o casamento” até o “São animais sexuais, não pensam”... Meninas! Acho que isso é bem mais complicado.
E, convenhamos, as mulheres também traem, não tanto quanto eles, mas traem, e acham justificativas para isso: vingança, solidão, falta de atenção etc. etc...
Parece, no entanto, que a traição masculina é bem mais passível de discussão, existe até quem diga que é questão de genética, que é fisiológica, que a traição masculina está relacionada ao hormônio testosterona, encontrado em maior quantidade no homem, o que justificaria comportamentos mais impulsivos e agressivos. Dessa forma, a traição masculina seria justificada pelas condições biológicas e instintivas no homem. Todavia, não seria essa hipótese uma forma muito mesquinha de transformá-los em animais pura e simplesmente? E todas as outras concepções sobre o desenvolvimento do comportamento humano?
Quero crer que, como pessoas, eles mereçam uma análise menos dura e minimalista. Assim, fui procurar algumas idéias fora do grupo na tentativa de entender o processo.
Na conversa informal com “alguns espécimes” (hahahaha), ouvi diversas justificativas. O interessante foi observar que os mais jovens apresentam uma maior consciência e não tentam minimizar a traição, pensam que seja falta de responsabilidade, que seja imaturidade, cabeça fraca. Foi muito bom ouvi-los e ver como as relações entre jovens são bem mais baseadas no companheirismo e no aspecto (novo) de igualdade entre os gêneros.
Os homens mais velhos, no entanto, procuram justificar o fato de trair, muitas vezes colocando a culpa na própria mulher: “Elas caem na rotina, não se cuidam mais após a relação tornar-se estável, evitam o sexo, há instabilidade no relacionamento, brigas constantes e, por incrível que pareça, cenas freqüentes de ciúme...”. Desconhecem a fisiologia da maturidade, a diminuição dos hormônios, a falta de libido, a preocupação constante com a casa, filhos e maridos. Acredito que sejam adeptos do “pra cavalo velho, o remédio é capim novo”.
O grupo intermediário justifica com desejo de auto-afirmação, forte impulso de liberdade, de conquista e de perpetuação da espécie. A traição, segundo eles, ocorre por atração física, pela necessidade de "procurar algo fora de casa”, pela necessidade do novo, e, também pela facilidade atual de conseguir transas sem maiores conseqüências, o que ocorre pela liberação sexual feminina. A mulher conquistou maior espaço nas últimas décadas. Elas são cada vez mais numerosas e ganham cada vez melhor. Estão invadindo todos os mercados e querem mais. O tempo em que as mulheres eram passivamente escolhidas já se foi. Hoje elas escolhem e vão à caça como os machos sempre fizeram.
O fato é que existem mais mulheres que homens, principalmente nos grandes centros urbanos, o que significa uma disputa acirrada pelo interesse do macho. Isso vale dizer, uma guerra em que as armas são os artifícios femininos como roupas sensuais, atitude livres, uso de maquiagem, para não falar nos apelos às tecnologias modernas como cirurgias plásticas, botox, silicone e outros recursos.
Vamos ser honestas e falar também naqueles que, simplesmente, se apaixonaram por outra pessoa ou que tiveram vontade de sair da relação existente, onde o desgaste estava instalado. Há homens sérios, responsáveis, mas que tiveram a oportunidade de se sentirem mais completos ao conhecerem novas parceiras. Isso, às vezes, é bem doloroso para eles, porque implica numa total guinada no rumo das suas vidas, envolvendo a mulher e filhos. Ainda que estranhemos, eles sofrem, sim, pela perda resultante da separação.
A bem da verdade, homens e mulheres funcionam de maneiras diferentes. É comum que as mulheres associem fortemente relações sexuais com desejo. E desejo com amor. Logo, para muitas mulheres, sexo e amor são indissociáveis. Elas podem ter sexo sem amor uma ou duas vezes, já para depois, elas estão amando o parceiro, incrivelmente apaixonadas. O homem vê o mundo sob uma ótica mais simples. Ele separa o amor do sexo com extrema naturalidade. A atração física tem uma duração efêmera e, farto o apetite sexual, já não resta mais nada.
Não significa, portanto, que ele queira desfazer a relação com a companheira, ela tem uma outra significação na vida dele. Significa a estabilidade, o “lar”, a família, o grupo social. Em muitos casos, eles temem que sejam descobertos e percam o status quo, porque eles não gostam de ficar sozinhos. Em sua grande maioria, preferem compartilhar sempre. Eles querem amar e ser amados, sinceramente. Eles querem conservar o ninho. Querem encontrar alguém com quem possam compartir todas as coisas da vida. Os prazeres e os momentos difíceis, derrotas e vitórias. Por que sabem que só o amor sincero e o companheirismo podem dar o suporte necessário aos altos e baixos da vida. E, se isso vier acompanhado de uma boa sintonia no sexo, muito melhor!
A permanência, ou sobrevivência, de um relacionamento duradouro e satisfatório não é garantido por um acordo formal. É preciso disposição para não deixar o entusiasmo morrer, é preciso cultivar, zelar, renovar, surpreender e, se preciso, compreender e perdoar.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010








EXISTEM OUTROS POEMAS... (NÃO SÓ ESTE)

Existem outros poemas, tantos, muitos, não só este...
Que precisariam ser ditos.
Como eu te amo
por exemplo...
Existem outros versos
Que nunca foram ditos
Mas que existem:
Como eu te quero.
Pra ser exato...
Existem outras canções
Que existem, e que precisam ser
Sentidas:
Como nunca te esqueci
Pra ser sincero...
Existem muitas vozes
No ouvido, que sussurram:
Preciso de você
Pra ser mais franco...
Existem também outros sentimentos
Que precisam se mostrar
Como: te amo, te quero, nunca te esqueci,
e preciso de você.
Pra dizer a verdade.
Também existem muitos olhos
Que te veem.
Pois “o teu rosto é um lindo desenho”.
Pra ser mais sério...
Existem muitos reinos e impérios, no
Peito, que reclamam tua ausência.
Pois tu és a “rainha”.
Pra ser mais tudo...
E existe um jardim que sofre
Sofre muito, sempre sofreu, e
Ainda sofre, por sentir falta
Da sua única flor:
Da “Azaléia”.
Pra ser exemplo...
Existem outros versos
E outras coisas...

(D.A)

domingo, 24 de outubro de 2010

Somos dois

Você pode mudar sua vida
Fazer o sol nascer à noite
Girar a Terra ao contrário
Mas minha morada no teu peito
Não tem jeito...

Esse cantinho guardado
Está ocupado
Vou mergulhar fundo
Fazer meu, teu mundo
Aprender a não querer
Mudar você...

Esse seu jeito de quem anda só
Seu ar ensimesmado
É um sótão cheio de pó
Por mim arejado...

Eu nem mais me encontro
Nas minhas lembranças
Somos os dois, um no outro.

Você pode o tempo parar
Refazer os passos nas andanças
Mas vai sempre me buscar...
Torta de maracujá azedo...


Mais uma briga por dinheiro... Saio agastada, as brigas têm se sucedido, estão mais freqüentes. No entanto, ainda tenho esperanças e resta um pouco de confiança nele porque o amo e quero confiar no amor dele também. Quando me toma nos braços, diz palavras carinhosas, sinto um aperto no coração e perdoo. Tenho perdoado sempre, mas as Gigis, Anas e Marianes vão aparecendo cada vez mais amiúde.
Ainda há outra questão: A Internet com o orkut, msn, facebook... Ele jura:
- Mor, estritamente profissional, são alunas, preciso estar em contato.
Ok! Finjo que acredito e vou lembrando Ferreira Gullar: “Não quero ter razão, só quero ser feliz.”
Ontem, por acaso, lendo um conto de uma menina que escreve com muita limpidez e numa linguagem pura que me atrai, descobri em meio às fotos, uma em que a moça está de mãos dadas com ele. Reconheci, de cara, aquelas mãos morenas que, na foto, seguram as dela. Meu Deus! Não podia ser. Ela é uma menina, tem dezessete anos! Que isso? E a ética profissional, a moral, o respeito, a postura de professor? Lembrei dela numa outra fotografia em que ela declama poesia... Centenário de Machado de Assis, creio eu. Aluna elogiada por ele e que aprendi a admirar.
O mundo caiu sobre mim. Chorei, exclamei, coloquei na “prensa”: - O que ela significa pra ti?
- Mor, juro, nada, nada demais, não sou eu, pode ver... Pelo amor de Deus, acredita, te amo, nunca, jamais te traí.
Cedi, apesar da desconfiança. Mas fui mais uma vez verificar. Fuça daqui, fuça dali, descobri um outro orkut dele. Outras moças, alguns alunos e alunas, mulheres seminuas... É demais. Meu estômago se contorce, tenho vontade de vomitar.
Procuro, novamente, no blog da menina da foto. De um dia para outro, ela deletou. É óbvio. De alguma maneira, ele fez com que ela excluísse a página. Qual será a razão que ele deu? Qual o motivo alegado? Então ele ainda mantém contato? Até imagino, deverá ter dito isso: - É uma mulher louca que me persegue, faz ameaças, etc etc. Posso perder o emprego por causa disso!
Como a negou, deve ter me negado também. Judas!
Se eu ainda tivesse alguma dúvida, só o fato das fotos “desaparecerem” seria suficiente para dar-me a certeza.
Pior é o nojo que me resta. Desprezo por ele ser tão vil. Como pode? Ela é apenas uma menina cheia de sonhos. Penso nela com pena, sei lá, deve ser solidariedade feminina, o fato é que gosto dela. Será que ela sofreu ou sofre ainda?
Vou deitar, mas ainda busco as palavras dela, queria poder ler nas entrelinhas, adivinhar o que se passa. Ela parece tão inocente!
A sobremesa, torta de maracujá, desce amarga como fruto azedo.
Amanhã... Amanhã é um outro dia, dia de tomar atitude e resoluções.